Caixa reduz juros para imóveis acima de R$ 500 mil

Caixa anuncia redução em taxa de financiamentos e passa a competir com outros bancos por clientes de alta renda. A instituição também diz ter aumentado em 32,5% volume de crédito emprestado para financiar casas

Com o objetivo de ganhar clientes de média e alta rendas, a Caixa Econômica Federal anunciou ontem a redução das taxas de juros para financiamento de imóveis acima de R$500 mil.

As taxas, que variavam de 8,7% a 9,9% ao ano, passaram a oscilar entre 8,30% e 9,40% ao ano. O menor percentual é cobrado de servidores que possuem relacionamento com o banco, como conta-corrente e cartão de crédito, além de conta-salário. A queda representa uma economia de dezenas de milhares de reais ao final do financiamento.

O vice-presidente de Habitação e Governo da Caixa, José Urbano Duarte, afirma que o banco quer ser mais atrativo para “todos os nichos”. A instituição possui cerca de 70% de participação no crédito imobiliário do país.  A Caixa anunciou também que emprestou R$ 106 bilhões para financiamentos  imobiliários em 2012, crescimento de 32,5% em relação ao resultado do  ano anterior.

O presidente da Abecip (Associação Brasileira de Crédito Imobiliário),  Octavio de Lazari Junior, afirma que a redução é significativa, mas diz que os demais bancos já oferecem taxas semelhantes. “Os bancos iniciaram um movimento de queda nos juros do crédito imobiliário em meados do ano passado.”

PREÇOS

A melhora nas condições para financiamentos de imóveis acima de R$ 500 mil ocorre após uma forte valorização das unidades nos últimos anos. Com a alta, vem crescendo a necessidade de financiamento de apartamentos e casas mais caros.

Segundo a Abecip, a participação dos imóveis acima de R$ 500 mil entre os financiamentos do país aumentou. Em 2010, a parcela, em valores, correspondia a 12,6%. Deve encerrar 2012 em 18,3%. No Bradesco, passou de 24,5%, em 2010, para mais da metade no ano passado (50,8%).

Em meio à forte valorização do mercado, o governo avalia aumentar de R$ 500 mil para R$ 750 mil o valor máximo dos imóveis que o trabalhador pode comprar com o seu saldo do FGTS, tanto à vista como financiado dentro do SFH (Sistema Financeiro da Habitação).

 

Fonte: http://bit.ly/WIzIwY
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