Entenda o reajuste de aluguel

O aluguel de imóveis é uma ótima alternativa para muitas pessoas. Quem deseja começar a economizar para a casa própria, por exemplo, pode escolher um local mais barato. Já quem precisa de flexibilidade encontra nessa opção a solução perfeita para não se preocupar.

No entanto, uma dificuldade que ronda a mente dos inquilinos tem a ver com o reajuste do aluguel.

Em 2018, por exemplo, o custo médio do reajuste cresceu 2,33%. Com isso, muita gente tem receio de firmar um contrato e, depois, ter dificuldades para quitar o valor mensal.

Portanto, para fugir do fantasma do reajuste do aluguel, entenda esse processo de uma vez por todas e saiba como se preparar melhor.

Como essa alteração no preço funciona?

A modificação mais frequente tem a ver com as alterações anuais. Ela ocorre baseada em um índice, que acompanha certos movimentos financeiros de todo o país.

Assim, quando a economia vai bem, é comum que os índices sejam menores. Já quando há dificuldades, como juros e inflação com números altos, o reajuste também acompanha essa tendência.

Mas, como essa taxa é calculada?

Muitos contratos utilizam o Índice Geral de Preços e Mercado (IGP-M). Basicamente, ele mede o quão mais caro os elementos têm ficado, já que o Brasil é um país impactado pela inflação. No entanto, há outros indicadores que podem ser usados, como:

  • Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC);
  • Índice de Preços ao Consumidor (IPC);
  • Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)
  • Entre outros.

O índice é escolhido no momento do contrato, que recebe a aprovação do locador e do locatário. Se ambos concordarem, é possível alterar o que será utilizado.

Casos especiais

Vale a pena notar que, em alguns casos, o valor calculado é negativo. Ocorre a chamada deflação, o que leva a preços estáveis. No momento de reajustar, o preço se mantém, já que, em geral, não há a previsão para redução do total a ser pago.

A incidência dos índices sempre acontece na data de aniversário do contrato e somente uma vez por ano.

Imagine alguém que alugou um apartamento em abril de 2018. A incidência do reajuste do aluguel só acontecerá em abril de 2019 e assim sucessivamente. O cálculo é bem simples e basta acrescentar o valor do consolidado no ano ao custo do aluguel.

Também há outra possibilidade que deve ser considerada. Basicamente, ela tem a ver com o período de encerramento do contrato. Quando ele é extinto — ainda que seja passível de renovação —, o gasto pode ser alterado acima dos indicadores.

Pense, por exemplo, em quem alugou um imóvel em abril de 2018 por 3 anos. Em abril de 2019 e 2020, o reajuste ocorre apenas pelo índice. Em 2021, entretanto, o proprietário pode aumentar o valor de acordo com os seus interesses, pois, não há mais o contrato.

No entanto, a maior parte dos proprietários deseja manter a previsibilidade de locação.

Com isso, é comum que o aumento no encerramento de contrato não seja tão grande. Muitas vezes, ele nem sequer existe e o responsável opta por deixar apenas a alteração gerada pelo índice.

Porque essa prática é prevista em contrato?

Além da preocupação, muita gente tem dúvidas sobre o por que acontece o reajuste do aluguel.

Primeiramente, trata-se de uma prática prevista pela Lei do Inquilinato. Então, é muito comum que os contratos já tragam qual é o índice a ser usado para calcular o aumento dos custos.

Isso acontece como um meio de evitar a desvalorização e prevenir a perda de poder de compra. Afinal, a inflação “corrói” o quanto uma pessoa consegue gastar com a mesma quantia. Se, de um ano para o outro, a inflação é de 5%, uma nota de R$ 100,00 só tem poder de compra de R$ 95,00.

Sem o reajuste, portanto, o proprietário sofreria com ganhos defasados. Na prática, isso comprometeria a rentabilidade e até serviria para desvalorizar o imóvel.

Por outro lado, deixar que o processo aconteça por conta própria aumentaria as probabilidades de cobranças abusivas.

Afinal, a inflação poderia crescer apenas 1% e o locador teria a chance de cobrar o quanto quisesse, como 2%, 5% ou mesmo 15%. De certo modo, essa cláusula de contrato também ajuda o inquilino a se precaver.

Como se planejar para o reajuste do aluguel?

Se não quiser sofrer com essa possibilidade de aumento, a dica é se preparar. Com um bom planejamento financeiro, você conseguirá diminuir o impacto do reajuste anual e, desse modo, poderá obter melhores resultados.

Para não ter dúvidas sobre como se planejar, veja algumas dicas para encarar esse momento com total tranquilidade!

Assine como uma imobiliária

Como falado, a escolha de um índice previsto no acordo é benéfico para os dois lados. O locatário, principalmente, não sofre com aumentos abusivos e consegue controlar melhor o valor.

Ao assinar um contrato que não estabelece o indicador, entretanto, o inquilino fica desprotegido. Sem a definição de um elemento indexado, há o risco de o locador definir o montante a ser ampliado por conta própria.

Dessa forma, se quiser ter previsibilidade e segurança, o ideal é fechar com uma imobiliária. Com profissionais qualificados, o empreendimento estabelece corretamente os indicadores e faz com que tudo seja seguro. Assim, não há o risco de algo de ocorrer fora do combinado.

Acompanhe as notícias da economia nacional

Quem vive de aluguel, muitas vezes, sofre com a ansiedade quando o final do ano se aproxima. Afinal, é nesse período em que é divulgado o valor consolidado dos índices e, portanto, do reajuste do aluguel.

No entanto, você não precisa ficar sofrendo por causa disso. É possível se antecipar e ter uma ideia de como será após o aniversário do acordo. Assim, é mais fácil já se planejar quanto aos custos. Para tanto, basta estar atento às notícias.

É comum que, mensalmente, sejam divulgadas informações sobre os índices e o acumulado. Ao ficar atento, você não terá nenhuma surpresa quando o resultado consolidado for divulgado.

Calcule quanto será o aumento efetivo

Depois de saber qual é o valor do índice, é o momento de entender a sua aplicação prática. Assim, fica fácil se planejar para fazer o pagamento de acordo com as necessidades. Portanto, é hora de calcular o novo preço a ser pago.

Basta multiplicar o índice pelo aluguel e, com o resultado, somar com o que já é pago atualmente. Pense, por exemplo, que você paga R$ 3 mil pelo aluguel de uma casa. Se, no final do ano, o índice for de 3%, o impacto é de R$ 90,00. Na prática, o novo valor de aluguel será de R$ 3.090,00.

Se tiver dificuldade com os cálculos, não é preciso se preocupar. O Banco Central apresenta uma calculadora com índices e correções de preços. Basta selecionar o início e o fim do contrato, apontar qual é o índice acordado e o aluguel. Com um clique, você saberá o quanto terá de pagar.

Entenda a mudança no seu salário

Para quem trabalha com a carteira assinada, é comum que o valor do salário seja atualizado de acordo com a inflação. Na teoria, é um jeito de evitar que o trabalhador perca poder de compra.

Como os índices de elevação de aluguel estão ligados à inflação, é frequente que os aumentos nos gastos sejam equivalentes aos ganhos. Então, você precisa se preocupar menos.

Já quem for autônomo ou terceirizado, normalmente, tem que tomar mais cuidado. Preveja uma mudança na precificação dos seus serviços ou veja se existe algum reajuste para diminuir os impactos dessa elevação.

Abra espaço nas finanças para o reajuste

Já que o aumento acontece de forma automática, o melhor é já deixar o orçamento preparado para tal cenário. Veja, primeiramente, quando ocorre o vencimento do contrato. Confira se o período coincide com algum outro custo destacável, como viagem de férias, imposto do carro ou Imposto de Renda.

Depois, estabeleça como esse aumento vai se encaixar no orçamento. Redistribua os gastos de acordo com cada setor e, se for preciso, preveja alguns cortes — mesmo que temporários.

Com um bom plano nesse sentido, vai ser mais fácil se adaptar ao novo valor a ser pago. Assim, as finanças familiares não vão sofrer e nem ficar no vermelho.

O reajuste do aluguel é um processo comum e que acontece, em média, uma vez por ano. Com esses cuidados, você conseguirá prever os gastos e eles não serão um incômodo econômico a cada ano.

Fonte: www.larimoveis.com.br/blog
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